A importância do marketing no agronegócio brasileiro

O agro surgiu muito antes de ser um negócio. Nas relações de escambo e troca já era praticado o marketing de relacionamento – sem esse nome. E “marketing digital no agronegócio” é um conceito totalmente novo.

A internet mudou a forma como os negócios são feitos. Em todos os cenários.

As relações de compra e venda mudaram e continuam em constante mudança. No agronegócio não é diferente. Hoje, o mesmo grão que antes era vendido direto do produtor, pode ser negociado pela internet, por exemplo.

A forma mudou, mas a importância do relacionamento não.

No agronegócio a maioria dos produtos tem alto valor e existem muitos riscos também, sendo portanto a confiança a chave dos negócios. Essa confiança vem através do relacionamento e, é a consolidação dessas relações e seu fortalecimento que vai beneficiar o pré e pós venda. 

Antes da internet, a construção desse relacionamento se dava somente pelo contato com o cliente. Até mesmo porque essa era a única forma dele receber informações sobre o produto. Mas agora, pós internet, já é comprovado que 60% da decisão de compra já foi tomada quando o cliente vai realizar a compra.

Ou seja, a internet barateia esse processo, já que diminui as visitas, os vendedores e as propagandas impressas. Além de facilitar a jornada de venda e se aproximar do seu cliente – não fisicamente, mas se aproxima de seus desejos e dores de compra, o encaminhando para o contato comercial mais efetivo.

Mas não é só isso. 

Assim como as relações mudaram, é preciso que o produtor e as indústrias aproveitem ao máximo da tecnologia para seu negócio. Construam estratégias sólidas em cima dessa tecnologia que está em todo lugar e onde todos estão conectados.

Agronegócio e internet

A importância do marketing digital no agronegócio

O agronegócio atual está totalmente alinhado às novas tecnologias. Desde a tecnologia e ciência de ponta que auxiliam na produção, na divulgação para fora da porteira e, também, nas mãos dos 7 em 10 produtores rurais que acessam a internet diariamente. Segundo a Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio, 39% dos produtores rurais têm acesso à internet, sendo que desses, 93% tem um perfil no Facebook. 

E mais: a Embrapa realizou um levantamento sobre o impacto tecnológico entre 1975 e 2015. O levantamento mostrou que os avanços tecnológicos foram responsáveis por 59% do crescimento do valor bruto da produção agrícola, já o trabalho foi responsável por 25% e a terra por 16%.

Esses dados do gráfico nos provam que o acesso à tecnologia, por parte do setor, não é uma problemática. O problema está em migrar as relações de marketing de relacionamento para o digital. Isso é um desafio que inicia na mudança da forma como se enxerga o setor.

Para o presidente da filial brasileira da indústria de máquinas agrícolas John Deere, os principais desafios do agronegócio hoje são: conectividade, harmonia entre as gerações e equiparação entre tecnologia e capacitação. 

Sobre esse último tópico, ele afirma ser um dos grandes problema que tem separado a tecnologia do agro:

“A tecnologia avançou como um coelho nos últimos anos, mas a capacitação andou a passos de tartaruga”

O desafio, portanto, é construir estratégias para fazer isso.

É preciso alinhar marketing com market share e transformar os números de tudo que tem sido feito nesse setor – que são significativos! -, agregar valor e alcançar o cenário digital.

 

Os benefícios do marketing digital no agronegócio

 

O cenário atual do mercado é pautado por recuperação da crise econômica de um lado e aumento da concorrência de outro. O agronegócio fica ali no meio: com muito potencial, se desenvolvendo mais a cada dia, mas tendo que driblar esses problemas.

Partindo do princípio que marketing é uma arte que busca clientes potenciais, diante desse cenário é preciso elevar isso a um outro nível. O marketing digital é a melhor estratégia aqui, pois a internet não tem fronteiras. Não estaremos mais falando de conquistar um cliente dentro da sua cidade, mas de expandir fronteiras com seu negócio, aumentando sua participação no mercado.

Essa estratégia de marketing digital é também o que vai te diferenciar da concorrência. Junto com as tecnologias da informação, que vão ser usadas para gerir recursos, controlar melhor os custos e alavancar suas vendas, o marketing digital vai trazer inúmeros benefícios:

– Melhor interação com o público-alvo

– Relacionamento mais próximo do cliente

– Aumento do potencial de vendas

– Posicionamento e fortalecimento de marca

– Fidelização dos clientes

 

Trabalhando o marketing em ações específicas

 

Para cada setor é preciso pensar em estratégias bem elaboradas e que estejam alinhadas com a realidade do setor. No agronegócio não é diferente. 

O Inbound Marketing seria a melhor estratégia para as necessidades atuais do setor, porque abrange todas as demandas.

Para a visibilidade atual que é necessária, o inbound marketing traz soluções como o trabalho com as redes sociais, a produção de conteúdo em blogs, e-books sobre assuntos do ramo, newsletter com notícias do setor, vídeos e outros. Isso aumentaria a visibilidade das empresas e agregaria valor aos produtos. 

Uma outra estratégia que pode ser alinhada a isso, é a sazonalidade. O planejamento de marketing digital pode ser feito de acordo com a sazonalidade das plantações.

O que as pessoas estão buscando sobre determinada safra em determinada época? O que elas estiverem buscando, é exatamente o que você vai estar falando.

Para saber exatamente o que está acontecendo, você pode recorrer à data science, que já vem sendo trabalhada na chamada Agricultura 4.0. O conceito envolve o uso de ferramentas digitais integradas e conectadas à softwares, sistemas e equipamentos que geram informações importantíssimas para o produtor. Com esses dados, ele pode ter mais informações sobre sua lavoura, tempo, preços etc.

A importância do marketing digital no agronegócio

Marketing antes e depois da porteira

 

O marketing dentro do agronegócio, de forma bem básica, deve focar na construção de estratégias para mostrar produtos e serviços para os produtores rurais. Todas essas estratégias devem ser trabalhadas em dois âmbitos, que podemos chamar de “antes” e “depois” da porteira. 

O marketing antes da porteira, é o momento de mostrar ao produtor rural a diferença que este produto ou serviço vai fazer para o produtor, os benefícios que vai trazer. 

Já o marketing depois da porteira, foca na venda de produtos já industrializados mas que foram produzidos a partir de commodities e outros insumos gerados nas propriedades rurais.

 

As grandes empresas já têm recorrido ao digital…

 

A Forbes fez um levantamento das 50 melhores empresas de agronegócio do Brasil. Dentre essas empresas, a maioria tem recorrido ao digital para alavancar seus negócios.

A Agro Bayer, por exemplo, prevê o investimento de € 200 milhões em soluções digitais de gestão até 2020. A Cooperativa Coopercitrus, por sua vez, investe R$ 100 milhões por ano em digitalização do campo. Lá dentro, eles apostam em soluções tecnológicas como a chamada “fazenda conectada” que permite que o  agricultor acompanhe o trabalho das máquinas no campo, em tempo real, de onde estiver. 

Já para o diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella, essa modernização é sinônimo de qualidade de vida.

“A modernização do agronegócio tem contribuído para esse desenvolvimento. Temos um nível de automação extremamente elevado. Isso proporciona qualidade de vida para os trabalhadores.” 
– Valter Vanzella.

Independente da estratégia, o marketing digital possibilita uma nova forma de pensar e fazer negócios no meio agrícola. O princípio do qual se parte não é de vender serviços e produtos, mas sim, de realmente entender as necessidades e desejos do produtor para, a partir disso, criar a estratégia mais eficiente.


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