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Alibaba: o e-commerce que mudou o comércio chinês

Quem nunca comprou algum produto no AliExpress, que atire a primeira pedra. A maioria de nós, em algum momento, já foi impactado pelo famoso e-commerce  chinês, ou conhecemos alguém já fez algumas compras lá. Seja como consumidor direto ou indireto, todo mundo tem alguma referência do grupo Alibaba.

O impacto pessoal é grande, mas a nível mundial esse número multiplica-se exponencialmente!

Mas para entender como esse e-commerce gerou um impacto tão grande no mundo, precisamos entender o início dessa história, quando outra coisa impactou a vida de seu fundador: a internet.

A história do Alibaba

Era 1999 quando um grupo com 17 jovens iniciou as primeiras reuniões em Hangzhou, China, no apartamento de um cara chamado Mǎ Yún. Esse cara carregava alguns recordes em sua história: ele levou seis anos para completar o ensino fundamental (que durava apenas um ano), havia sido rejeitado mais de 10 vezes para ingressar na Universidade de Harvard e, ao tentar trabalhar na rede de fast food KFC, foi o único candidato não aprovado em um grupo de 24 pessoas. 

Azar?

Anos mais tarde, ao ser questionado sobre o que era falhar, Ma responde: “desistir é o maior fracasso”.

E ele foi a prova disso. Após uma viagem para os Estados Unidos, Ma aprendeu inglês, se interessou por tecnologia e tinha muita vontade de fazer acontecer! Foi pela influência americana que uma amiga aconselhou que ele mudasse seu nome para uma palavra mais fácil dos americanos pronunciarem, aí surgiu “Jack Ma”.

Foi ainda nos EUA que Jack teve a ideia de um e-commerce. Matutando a ideia de que aquele seria um e-commerce de nível global, o nome “Alibaba” veio à sua cabeça. O nome fazia menção ao conto do “Alibabá e os 40 ladrões”, conhecido por todos. Para confirmar se o nome era realmente famoso, Jack saiu perguntando no meio da rua se as pessoas conheciam o nome “Alibaba” e todos, claramente, sabiam.

Era o que ele precisava. Um nome que pegasse.

Isso que motivou ele e seus amigos a persistirem naquela ideia, que para a época, era bem inovadora.

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Jack Ma reunido com seu grupo de amigos e co-fundadores, em seu apartamento.

De início, foram criados dois primeiros negócios B2B: o 1688.com e o Alibaba. O primeiro e-commerce voltado somente para a China, enquanto o segundo era focado no comércio global. O propósito de expandir globalmente, partia da ideia de conectar vendedores e clientes mundo a fora, atendendo bem desde pequenos à grandes comerciantes.

E essa estratégia começou a prosperar muito.

Com um ano de existência, o grupo conseguiu um fundo de investimento do Softbank. Levantando com isso e com mais investimentos, um total de 25 milhões de dólares já em 2000. Com isso, logo em 2001 o grupo já reunia 1 milhão de usuários registrados – um marco histórico, considerando o advento da internet para a época.

Então, ainda no começo dos anos 2000, especificamente em 2003, a China estava em alerta por causa da SARS – a Síndrome Respiratória Aguda Grave – o que deixou toda a população com muito medo de sair de casa. Nesse mesmo período, chegava à China a internet de alta velocidade. Logo, esse ambiente foi perfeito para o crescimento e estabelecimento total do Alibaba, com a campanha “não saia de casa, tudo o que você precisa pode ser comprado online”.

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Jack Ma e seus funcionários trabalham protegidos da SARS.

Nesse mesmo ano, o grupo fundava mais um integrante: o Taobao – um e-commerce de comércio e leilões voltado somente para a China. Mas Jack Ma tinha um concorrente recém-chegado ao país: o eBay. Nessa mesma ocasião, nem um pouco intimidado pelo poder da plataforma, Ma afirmou “o eBay pode ser um tubarão no oceano, mas eu sou um crocodilo no rio Yang-tsé”. Dito e feito! Apesar do sucesso do eBay mundo afora, o Alibaba expulsou a plataforma da China. 

Importante ressaltar a estratégia de jogo utilizada por Ma para isso: o empresário não cobrou comissão dos vendedores durante três anos e alinhou o site com o perfil dos consumidores do país. Isso em 2003, onde nem se falava em uso de dados e humanização de marca!

Alguns podem pensar que sem a comissão, Jack poderia perder muitos lucros, mas ele não visava somente os ganhos. A estratégia, naquele momento, era expulsar a concorrência e dominar o mercado.

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O site Taobao – versão chinesa do e-commerce.

Focando a dominação e expansão do Grupo Alibaba, eles ainda criaram em 2004 o Aliwangwang – um mensageiro dentro do Taobao que estabelecia contato entre usuário e vendedor -, e o Alipay – sistema de pagamentos do grupo. Em 2007 lançaram a plataforma de monetização, Alimama e em 2008 lançaram o grande Tmall – que se consolidou como o marketplace de marcas grandes e famosas. No ano seguinte, é lançado o Alibaba Cloud, plataforma de computação em nuvem.

E o famoso AliExpress?

Em 2010, é fundado o queridinho brasileiro AliExpress – plataforma voltada para a venda de produtos B2C. Contudo, diferente dos outros e-commerces do grupo, esse tinha um diferencial: nele só existem vendedores chineses e eles podem vender para o mundo todo, menos para a China.

Essa estratégia da plataforma possibilitou ao usuário a compra de produtos com um preço bem melhor e diretamente da fonte. A forma de vendas caiu no gosto do mundo todo! Dois anos após o lançamento da versão em português do site, o Brasil já era a quarta maior base de usuários do AliExpress. 

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Evento do Dia dos Solteiros, promovida pelo Alibaba.

Foi o AliExpress que promoveu o Dia do Solteiro, comemorado no dia 11/11, data que mais reúne o número 1 – que remete à ideia de único/sozinho. A campanha de marketing criada para a data, promovia a ideia de se presentear em vez de aguardar uma data especial para ganhar algum presente. O ano inicial foi 2009 e a data gerou US$7,8 milhões em vendas. Então, em 2019, 10 anos depois, o AliExpress bateu um recorde em vendas, faturando mais de US$36,5 bilhões apenas no Dia dos Solteiros.

As outras marcas do grupo Alibaba

Reprodução: Alibaba

O grupo Alibaba é um verdadeiro especialista em criar marcas! Incansáveis, criaram mais de 20 vertentes do grupo, voltadas para as mais diversas áreas: comércio, computação, mídia digital, filmes (!) e várias outras. Eles não estagnaram somente no comércio eletrônico mas criaram toda a rede que dá suporte para o seu negócio: desde o pagamento, à logística, ao marketing e tudo mais. De forma que todo o serviço fica concentrado sob comando operacional do Alibaba do início ao fim.

EMPRESAS PRINCIPAIS

Mercado de varejo Chinês:

– Taobao Marketplace
– Tmall
– Taobao Rural

Mercados Internacionais e Globais

– AliExpress
– Tmall Global
– Lazada

Comércio por atacado:

– 1688.com
– Alibaba

Mídia Digital e Entretenimento

– Youku Tudou
– Alibaba Pictures
– Alibaba Pictures
– Alibaba Sports
– UC

Outros serviços:

– Autonavi
– Koubei
– Ele.Me

Finanças

– Ant Financial
– Alipay
– MYBank

Logística:

– Cainiao Network

Computação em Nuvem

– Alibaba Cloud

Estratégias do grupo Alibaba

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Jack Ma e o Alibaba reuniu muitas características que o fizeram alcançar o patamar que chegaram. A coragem, a ousadia, a inovação, a operação e diversas outras características contribuíram para que o negócio se destacasse não só pelo sucesso de vendas, mas por ser um negócio inteligente.

Business Intelligence

Literalmente falando, o grupo utiliza Business Intelligence (BI) para a condução de todo negócio. Essa estratégia consiste em coordenar o negócio utilizando o máximo de tecnologia e inteligência artificial para gerar dados que são monitorados e analisados a todo instante para, a partir daí, serem tomadas as decisões. Isso não é feito através de um só software ou ferramenta, mas é um conjunto de processos. A maioria desses processos são automatizados com algoritmos que conseguem tomar decisões em tempo real. 

A grande diferença de utilizar Business Intelligence em um e-commerce a nível mundial, é que cada pessoa de cada lugar do mundo pode ter uma experiência personalizada de uso do site. Esses dados mapeiam os hábitos dos consumidores, suas interações com o e-commerce e nas redes sociais, além de outros pontos que influenciam na sua compra em um dos e-commerces do grupo. 

Mas as outras marcas também não fazem isso? Fazem! Mas a utilização de dados na China funciona de uma forma totalmente diferente. O ecossistema de uso de dados lá, assim como a internet, é totalmente transparente. Dessa forma, os dados ficam integrados e são compartilhados com outras empresas. Diferente dos sistemas de outros países, onde cada empresa é independente e captura dados para uso próprio. Essa forma de uso dos dados eleva a BI  a outro nível, pois se torna muito mais fácil e viável mapear o consumidor.

Dominação de mercado

Falamos anteriormente sobre a estratégia do Alibaba de concentrar toda sua operação através da criação de soluções próprias. Mas isso não é uma estratégia que visava apenas a facilidade das operações, isso se chama dominação de mercado. O Alibaba criou toda uma rede de soluções dentro do seu próprio império e expandiu essas soluções para fora, angariando lucros, dominando outros mercados e estando presentes em diversas áreas de atuação.

Hoje, os e-commerces do Grupo Alibaba correspondem a 60% do mercado chinês. Ainda que existam bons concorrentes lá, chegar perto de competir diretamente ou desbancar o Alibaba é algo muito distante. Essa fatia de 60%, para você ter ideia, corresponde a cerca de 674 milhões de clientes na China, o que representa o triplo da população brasileira. 

Esses são alguns números do e-commerce, mas as outras marcas também tem alcançado grande sucesso. O Alipay, por exemplo, sistema de pagamentos próprio do Alibaba, tem dominado o mercado de pagamentos por lá. Isso porque na China, a forma mais comum de pagamento é via mobile, então muitos estabelecimentos já não aceitam mais cartões e o dinheiro em papel já caiu em desuso há algum tempo. Vendo isso, o Alipay criou um app de pagamento via mobile – que, claro, se popularizou muito por lá. 

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A previsão é que o Grupo Alibaba continue criando novas marcas e inovando sempre. Em setembro de 2019, Jack Ma deixou a presidência do Alibaba – por escolha própria, se “aposentando”. Mas o império continua!

Gostou de conhecer mais sobre o Alibaba? Você pode saber mais sobre outras empresas nos seguintes posts:

AMAZON: 10 lições do maior e-commerce do mundo
As Armadilhas do Mercado Livre
Vale a pena anunciar no marketplace Americanas.com?

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