Blog: essa estratégia ainda funciona?

Blog: essa estratégia ainda funciona?

O dia 31 de agosto foi escolhido para simbolizar o Dia do Blog. Há quem diga que a data foi escolhida porque os números 31/08 lembram da própria palavra “blog”. Mas, independente do motivo, o blog é uma ferramenta que perdura desde o início da internet e tem gerado o seguinte questionamento: essa estratégia ainda funciona?

Em 1997, surgia o diário da rede – o weblog. Logo, caiu na graça de todos da rede e se tornou o querido “blog”. Nesse espaço, as pessoas usavam o grande bloco de textos para dividir experiências, textos e também para criar uma conexão com quem estava do outro lado da tela. Essa forma de compartilhar ganhou mais e mais notoriedade, sendo que nos anos 2000 surgiram plataformas especializadas no formato, como o Blogger, por exemplo.

O crescimento desse formato chamou atenção das empresas e deu início a grande parte da forma de fazer marketing de conteúdo que conhecemos hoje. Processos hoje teorizados como o gatilho da prova social, por exemplo, surgiu lá atrás. Os influencers de hoje, por sua vez, são a evolução dos blogueiros dos anos 2000.

Após mais de vinte anos da existência desse formato, é inevitável recorrer ao clichê “os tempos mudaram”. Antes o auge eram os blogs, hoje não há tempo para se adaptar as novas redes porque todos os dias surgem novas. A rapidez com que o conteúdo tem sido compartilhado na internet e a exigência do público por novidades, colocou em voga a relevância do blog em seu formato tradicional. 

Por que compartilhar textos se posso fazer um vídeo?

Por que textos longos quando posso fazer uma legenda curta do Instagram?

As pessoas ainda lêem?

O conteúdo sempre foi rei. Bill Gates já sabia disso em 1996. Mas em épocas de pós-verdade e uma quantidade tão absurda de informações que as tornas inconfiáveis, o conteúdo consegue prevalecer no trono. O conteúdo de qualidade, relevante, consistente. 

Em um primeiro momento, a forma de compartilhar esse conteúdo foi colocada em cheque. Mas essa dúvida passou. O conteúdo que vai prevalecer daqui para frente é o conteúdo sólido, que traga a verdade, autenticidade. A maré toda rema para diminuir os textos, encurtar o conhecimento, gerando conteúdo sem gerar conteúdo, tornando real a previsão de George Orwell em 1984. E é nesse contexto que o rei estabelece seu legado. 

Faça do blog o seu melhor amigo. Não escreva só por escrever. Busque a fundo o que seu público deseja ouvir e gere conteúdo a partir daquilo que ele realmente queira saber. Não há como falhar. O blog ainda ocupa um espaço mais profissional dentro da rede, que não tem nada a ver com conteúdos gerados em redes sociais. 

E o tal do Inbound Marketing?

Caso seu blog seja um espaço dentro do site da empresa, pense nele como mais um aliado de uma estratégia bem maior! Junto com as redes sociais, com o e-mail marketing e vídeos, ele é mais uma forma de compartilhar conteúdo e – claro – atrair clientes.

E se você ainda tem dúvidas, vamos falar de marketing digital associado a essa estratégia. Aqui podemos passar citando os inúmeros benefícios do blog. Benefícios que vão desde a geração de tráfego orgânico para seu site, além de ser um espaço que vai auxiliar na indexação do seu site no Google. Através da consistência do conteúdo, da qualidade e frequência nas postagens, seu blog vai gerar muito mais que conteúdo e os resultados virão automaticamente. 

Mas, quem deve escrever e fazer acontecer esse blog?

Pasmem. Não precisa ser você.

A melhor pessoa para escrever o blog, principalmente quando nos referimos a blogs dentro de sites empresariais, é alguém que entenda do assunto a ser falado. Não adianta apenas saber escrever bem, mas é preciso dominar assunto. Claro, o contrário disso também não é aceitável. Mas o equilíbrio entre boa escrita e domínio do conteúdo é o caminho certo para obter a autoridade necessária dentro de seu blog. 

Então é legal, por exemplo, para o blog de um Pet Shop, trazer um veterinário especialista para escrever. Ou, em caso de empresas corporativas, o próprio dono pode usar esse espaço para contar histórias de aprendizado, coisas que dão ou não certo dentro de seu próprio ramo. Isso ainda funciona, mesmo depois dos primórdios da ferramenta! Essa última ideia é muito bacana e muito buscada pelas pessoas, tanto que o próprio Pulse, plataforma de artigos do LinkedIn, se tornou o espaço para esse tipo de conteúdo. Um conteúdo que agrega autoridade + experiências profissionais.

Você me convenceu. Como começo?

Depois de escolher a plataforma de hospedagem do seu blog ou se abrir essa página dentro de seu site ou e-commerce, é hora de produzir. Defina quem vai realizar esse trabalho, para que ele seja consistente e gere resultado. Trace metas e tenha claro em sua meta o que pretende alcançar através dos posts. Com isso, planeje as postagens e pense no impacto que elas terão em quem vai ler. Você quer gerar vendas? Faça conteúdos baseados em copywriting. Você quer atrair pessoas para o topo do funil? Gere conteúdo espontâneo, relevante e com um SEO afinado.

Finalmente, quando chegar a construção do seu texto, recorra ao clássico 5W e 2H para ter um norte. Essa ferramenta japonesa é muito útil para nortear a construção do seu texto. Escreva em um papel: o que (what), quando (when), porquê (why), onde (where) e quem (who), além de como (how) e quanto (how much). Com isso delimitado, você poderá ter uma ideia das palavras que deve associar à essas respostas e, assim, começar a tecer seu texto.

Com tudo isso atrelado, não há como essa estratégia não funcionar. Só depende da importância e tempo que você vai investir nela.

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