4 tendências em negócios digitais direto do Digitalks

Tudo que ouvimos e aprendemos na Expo Fórum Digitalks ainda está ecoando em nossas mentes! Parte de nossa equipe esteve no evento que, hoje, é o principal evento de negócios digitais do país, comemorando já 10 anos de existência. Nessa edição de 10 anos, o Digitalks reuniu mais de 6000 participantes, 220 palestrantes e 11 palcos diferentes. Bastante coisa, né? 

Depois dessa super imersão, resolvemos trazer uma lista das 4 maiores tendências em negócios digitais direto do Digitalks! Reunimos aqui ideias, tendências e mudanças de mercado que ouvimos incansavelmente da boca de grandes nomes como Martha Gabriel, Henrik Von Scheel, Fred Rocha, Paula Paschoal (Paypal), Nubia Mota (Magento Adobe), Rafael Campion (Google), Felipe Schepers (Opinion Box) e a pequena grande Maísa!

 4 tendências em negócios digitais direto do Digitalks

1. Experiências além da compra

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Foto: Felipe Machado

Uma das palavras que mais ouvimos falar no evento foi: experiência. Hoje, mais do que os produtos, o que importa mesmo é a experiência proporcionada em toda a jornada de compra. A geração atual clama por isso e é justamente a ela quem você deve dar ouvidos. 

O Rodrigo Maruxo (@rodrigomaruxo), consultor empresarial no universo de Business Excellence, fez um talk contando sobre como a Disney consegue oferecer uma experiência excelente, que vai muito além do produto inicial. Não é só um parque com brinquedos, mas cada funcionário é treinado para cuidar de detalhes que podem tornar a experiência do visitante mais agradável. Nessa ideia, pensando em uma experiência ao todo, devemos imaginar desde quando nosso cliente nos procura no Google até entrar no site, visitar cada página, realizar o pedido, transporte, pós-venda. Um bom produto não vai satisfazer seu cliente se toda essa rota não proporcionar uma boa experiência.

Devemos pensar em experiência como um sentimento. Cada canal de comunicação ou venda é uma forma de nutrir esse sentimento.

Essas experiências podem ser desde um cartão que é enviado junto com o produto, um email pós-venda de satisfação, o cheiro do seu produto que pode despertar algo sensorial… São várias ideias! E não esqueça de focar na experiência omnichannel, que é essencial hoje. Um exemplo simples de como a experiência omnichannel é importante: seu cliente fez uma compra online, tudo correu bem e ele teve uma ótima experiência até ali. Então ele decide visitar a loja física para adquirir mais produtos e tem uma experiência ruim com atendimento. Todo o trabalho construído irá por água abaixo, porque o momento ruim que ele teve é que vai ficar gravado em sua mente.

2. Eficiência do funil de vendas

O funil de vendas é um conceito que já faz parte do cotidiano do profissional de marketing digital. Mas será que ainda é eficiente ou ainda é o melhor método para seguir na aquisição de clientes? Muitos palestrantes do Digitalks trouxeram essa questão à tona.

O Rogério Godoy do MediaPost, por sua vez, propôs uma nova forma de trabalhar seu cliente, através da chamada “ampulheta de vendas”. A ideia defendida a partir do conceito da figura da ampulheta é que é melhor trabalhar com clientes que já estão na base, do que com clientes novos. O grande pai do marketing, Philip Kotler, já afirmava que o CAC de novos clientes chega a ser de 5 a 7 vezes maior do que o de manter ou focar nos clientes que já estão na base. Ou seja, incluir um cliente da base novamente no funil é cerca de 65% mais barato do que incluir novos. Visto isso, a proposta é pegar essa base, focar na pequena parcela dos customers e começar um novo funil só com eles. Não trabalhando a aquisição de clientes, mas sim, a retenção.

A ampulheta de vendas, portanto, é o que faz mais sentido atualmente, pensando em redução de custos e otimização da comunicação com o lead certo.

3. Indústria 4.0 – Henrik Von Scheel

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Foto: Felipe Machado

Uma das palestras mais esperadas do Digitalks foi a fala do Henrik Von Scheel. Ele é o idealizador e maior especialista em Indústria 4.0 ou, podemos afirmar já, a Quarta Revolução Industrial. Após o advento da máquina de vapor, da eletricidade e da internet, entramos em uma nova era muito mais humanizada. De forma que a fase 4.0 propõe reúne o digital com o físico e com o virtual. Ou seja, reúne tudo que foi feito e propõe algo ainda melhor, propondo uma visão diferente das coisas e do uso delas. Antes o foco era aumentar a indústria, promover o consumismo, fazer, fazer, fazer. Mas isso mudou. Henrik afirma que “a forma como nós produzimos e consumimos está falida”. De forma que, a humanização desse setor é que vai mudar esse cenário. 

Diante desse cenário, a previsão é que o nosso futuro tenha muito mais a ver com uma share economy, baseada na junção da criatividade com a complexidade. A criatividade humana junto com a complexidade das máquinas e da Inteligência Artificial – da qual não precisamos ter medo algum!

Algumas previsões passadas temiam muito o poder da Inteligência Artificial, comentavam sobre robôs que dominam humanos. Mas não há fundamento algum nisso ou motivos para temer seu poder. A IA é nossa maior aliada! Ela vai pegar o trabalho duro e fazer por nós, sem nunca nos substituir ou dominar.

“Se nós queremos construir o futuro juntos, só podemos fazer juntos.”

Henrik Von Scheel

4. Contexto X conteúdo

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Vivemos na era da pós-verdade, uma era onde a quantidade de informações colocou aquilo que é verdade em cheque. O contexto ganhou papel fundamental nesse cenário, pois ele é capaz de transformar uma informação em verdade ou fake news. 

Foi a partir dessa ideia que Christian Muche, co-fundador da DMEXCO, D:PULSE e Wunderguard, mostrou como devemos prestar atenção no contexto em que nosso cliente está inserido. É preciso que sabemos entender o lado do nosso consumidor. Quais suas dores? Quais seus medos? Necessidades? Quais as causas que ele defende? A resposta para essas perguntas estão intrínsecas na cabeça do seu cliente. Sabendo disso, você poderá se comunicar diretamente com essas informações. Informações essas que são o contexto em que ele está inserido.

Muche ainda nos alerta sobre outro assunto que está muito em alta: dados. Os dados são sim importantes, ofertam inúmeras informações de grande relevância. Mas dados não são nada sem um contexto. 

É aí que entra mais um caminho que você, empresa, pode seguir: o de criar um contexto para seu cliente se identificar. Dentro desse contexto, é você quem faz as coisas se tornarem reais e verdadeiras.

“A Amazon não entrega rápido porque eles podem e são capazes. Eles entregam rápido porque seus clientes pedem.”

– Christian Muche

E aí, quer saber mais a fundo sobre alguma dessas tendências? Mande uma mensagem para nós e podemos fazer um post exclusivo!

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